terça-feira, 22 de setembro de 2009

Hiperecplexia


A hiperecplexia é um distúrbio de movimento que, apesar de grave, é pouco estudado, talvez em razão da sua baixa incidência em relação a outros existentes. Ela se manifesta em virtude de uma mutação nos receptores de glicina do indivíduo.

Seu nome, de origem grega, significa “espasmo exagerado”. Assim, consiste em reações involuntárias de sobressalto em resposta a estímulos visuais, táteis ou auditivos, como ruídos altos. Tal comportamento é um dos movimentos mais rápidos que nossa espécie pode gerar, a partir de estímulos sensoriais.

Um piscar de olhos exagerado, caretas, flexões da cabeça, elevação dos ombros e flexão dos cotovelos, tronco e joelhos são suas principais características. Nesses ataques repentinos, pode haver aumento ou perda do tônus muscular, sendo o primeiro mais comum. Quanto mais tensos ou cansados estão, mais acentuada é a reação.

Em razão da perda de controle postural, o indivíduo pode cair após os espasmos, podendo gerar consequências mais sérias. Deslocamento da bacia e hérnias podem ocorrer com o passar do tempo, como consequência da tensão muscular.

É geralmente hereditária, mas há casos na literatura de incidência sem este tipo de relação. As pessoas afetadas, na maioria dos casos, já nascem com características típicas, como o enrijecimento dos músculos, principalmente ao redor do ombro, e sobressalto acentuado em situações como as citadas anteriormente. Nestes casos, o médico pode dar pequenas batidas na ponta do nariz do bebê a fim de verificar se há ou não reação específica para esta mazela. Em lactantes, as movimentações podem ser seguidas de apnéia e, nesta fase da vida, as crianças podem ter dificuldades em engolir e se engasgam com mais facilidade.

Durante o sono, os espasmos podem desaparecer. Entretanto, ocorrem casos em que o paciente tem movimentação brusca, repetitiva e involuntária dos membros, geralmente, durante o sono tranqüilo.

Eletroencefalogramas são capazes de detectar esta doença.

Quanto aos fármacos, conazepam, benzodiazepinas, ácido valpróico, 5-hidroxitriptofan, piracetam e vigabatrin são utilizados para tratamento, de acordo com as características e manifestações do indivíduo.

Doença de Parkinson


A doença de Parkinson tem este nome em homenagem a quem a descreveu pela primeira vez, em 1817: o médico inglês James Parkinson. Ela, apesar de sua origem neurológica e característica degenerativa, não afeta a capacidade intelectual. Altera, principalmente, o sistema motor causando tremores que ocorrem na maior parte do tempo em momentos de repouso. Estes se acentuam quando o indivíduo está nervoso e desaparecem durante o sono. Rigidez muscular, diminuição da mobilidade, desequilíbrio, alterações na fala e escrita e acúmulo de saliva nos cantos da boca também podem ser notados.

Os primeiros sintomas podem passar despercebidos no início e incluem: sensação de cansaço, alterações na grafia, isolamento sem motivo claro, dores musculares, piscar de olhos com frequência reduzida, movimentos mais lentos e fala menos articulada. Podem ocorrer leves tremores, geralmente de apenas um lado do corpo, e a face se torna mais rígida.

Sua causa não é bem conhecida, mas sabe-se que pessoas que têm ou tiveram encefalite, hidrocefalia, traumatismos cranianos ou encefálicos ou intoxicação por monóxido de carbono ou manganês são mais predispostos a tê-la.

Ocorre nas mesmas proporções em ambos os sexos, mas geralmente em pessoas com cinquenta anos de idade ou mais: dois a cada cem idosos com mais de 65 anos a possuem. Sabe-se que seus sintomas ocorrem em razão da diminuição da secreção de dopamina, devido à perda de neurônios na área em que ela é produzida.

É uma doença incurável, mas que pode ser tratada e controlada, buscando corrigir a diminuição da dopamina, com seções de fisioterapia associadas. Psicoterapia e fonoaudilogia podem auxiliar no controle dos sintomas. Cirurgias, em alguns casos, podem ser necessárias. Marca-passos cerebrais têm apresentado resultados muito bons.

Depressão, distúrbios do sono e cognitivos, dificuldades urinárias, tonturas, dores musculares, câimbras, intestino preso e osteoporose podem estar associados.

Só lembrando que 11 de abril é o Dia Nacional da Doença de Parkinson!

Glaucoma


Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão ocular. Uma vez que provoca lesões no nervo óptico, compromete a visão. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o glaucoma é a terceira maior causa de cegueira na população mundial.

Na maioria dos casos, a doença é assintomática no seu início e é mais frequente em pacientes:

- com idade acima de 40 anos

- portadores de diabetes

- com glaucoma no histórico familiar

- míopes, com lentes acima de 6°

- de raça negra (a probabilidade de ser afetada é quatro vezes maior em relação aos brancos)

- que já sofreram trauma ocular ou doenças intra-oculares

O diagnóstico é feito via exame oftalmológico. Analisa-se: a acuidade visual, para detectar alterações na visão; pupila, para detectar possíveis lesões nas vias ópticas; o interior e o exterior dos olhos, com uso de lâmpada de fenda; pressão intra-ocular, com exame denominado tonometria; a aparência do nervo óptico via fotografia, medindo sua escavação e possível palidez; e o campo visual, para confirmar se há alguma perda.

Apesar de consistir em várias etapas, o exame é simples e indolor.

O tratamento consiste em uso de colírios e tratamento de distúrbios que possam ser responsáveis pelo aumento da pressão ocular. O glaucoma crônico pode ser controlado por meio de medicações, cirurgias de incisão ou raios laser, caso não haja sucesso no uso do colírio.

Comprimidos podem causar perda de potássio e, nestes casos, uma dieta rica em alimentos como frutas secas, agrião, rabanete, tomate, batata e carnes magras podem driblar este problema.

Caso se enquadre em algum dos casos citados acima (idade acima de 40 anos, portadores de diabetes...), é importante que visite o oftalmologista, pelo menos uma vez ao ano.

Discalculia


A discalculia é um distúrbio neurológico que afeta a habilidade com números. É um problema de aprendizado independente, mas pode estar também associado à dislexia. Tal distúrbio faz com que a pessoa se confunda em operações matemáticas, conceitos matemáticos, fórmulas, seqüência numéricas, ao realizar contagens, sinais numéricos e até na utilização da matemática no dia-a-dia.

Pode ocorrer como resultado de distúrbios na memória auditiva, quando a pessoa não consegue entender o que é falado e conseqüentemente não entende o que é proposto a ser feito, distúrbio de leitura quando o problema está ligado à dislexia e distúrbio de escrita quando a pessoa tem dificuldade em escrever o que é pedido (disgrafia).

É muito importante buscar auxílio para descobrir a discalculia ou não no período escolar quando alguns sinais são apresentados, pois alguns alunos que são discalcúlicos são chamados de desatentos e preguiçosos quando possuem problemas quanto à assimilação e compreensão do que é pedido.

Também é de grande importância ressaltar que o distúrbio neurológico que provoca a discalculia não causa deficiências mentais como algumas pessoas questionam. O discalcúlico pode ser auxiliado no seu dia-a-dia por uma calculadora, uma tabuada, um caderno quadriculado, com questões diretas e se ainda tiver muita dificuldade, o professor ou colega de trabalho pode fazer seus questionamentos oralmente para que o problema seja resolvido. O discalcúlico necessita da compreensão de todas as pessoas que convivem próximas a ele, pois encontra grandes dificuldades nas coisas que parecem óbvias.

Trombose Venal Profunda


É o desenvolvimento de um coágulo de sangue, também conhecido como trombo, no interior de um vaso sangüíneo venoso, com provável reação inflamatória do vaso, podendo este ocasionar a obstrução venosa total ou parcial. Resultando em dor nas pernas, edema (inchaço) e úlceras de estase ( feridas).

Tratamento

O tratamento da Trombose Venosa Profunda deve ser ministrado por um especialista, normalmente com a ajuda de anticoagulantes. Pois o principal objetivo do médico é de evitar que o quadro de TVP evolua para uma embolia pulmonar.

Prevenção

Nos casos em que as pessoas ficam acamadas por muito tempo ou em grandes cirurgias, deve-se fazer a prevenção com o uso de anticoagulantes. Já nos casos mais simples, basta fazer caminhadas, evitar ficar sentado ou deitado por muito tempo, não permanecer numa mesma posição por certo período, caso trabalhe sentado, deve-se levantar periodicamente, mas se trabalha em pé é interessante que faça periodicamente um alongamento. Essas medidas ajudam a prevenir este tipo de doença.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Asma


A asma é uma doença inflamatória crônica, que representa um problema de saúde pública com altos números de óbitos e elevado impacto socioeconômico. A patologia é caracterizada pela fase imediata, mediada pela resposta aguda de células inflamatórias, e a tardia, que é responsável pela resposta com envolvimento de células específicas do sistema imunológico. Atualmente, os principais tipos de fármacos utilizados no tratamento da asma são os broncodilatadores e agentes antiinflamatórios, que aliviam os sintomas de broncoespasmo e diminuem a inflamação das vias aéreas. Entretanto, terapias com esses medicamentos não são totalmente eficazes e provocam efeitos adversos. A escassez de fármacos seguros e o baixo acesso da população carente aos tratamentos utilizados estimulam a busca de novas substâncias potencialmente úteis no tratamento da asma. Produtos naturais de origem vegetal representam um grande potencial farmacológico contra asma, uma vez que podem fornecer moléculas diversas com mecanismos específicos para tratamento e controle da patologia. A busca por terapias mais eficientes e específicas para o processo asmático mostra que a procura nos produtos naturais é promissora e possui um papel importante para a descoberta de novas terapias contra a asma.

Síndrome de Burnout


A Síndrome de Burnout é uma doença psicológica caracterizada pela manifestação inconsciente do esgotamento emocional. Tal esgotamento ocorre por causa de grandes esforços realizados no trabalho que fazem com que o profissional fique mais agressivo, irritado, desinteressado, desmotivado, frustrado, depressivo, angustiado e que se avalia negativamente.

A pessoa que apresenta tal síndrome, além de manifestar as sensações acima descritas, perde consideravelmente seu nível de rendimento e de responsabilidade para com as pessoas e para com a organização que faz parte. Pode ocorrer em profissionais de diferentes áreas que possuem contato direto com pessoas. Também apresenta manifestações fisiológicas como cansaço, dores musculares, falta de apetite, insônia, frieza, dores de cabeça freqüente e dificuldades respiratórias.

A Síndrome de Burnout pode ser prevenida quando os agentes estressores no trabalho são identificados, modificados ou adaptados à necessidade do profissional, quando se prioriza as tarefas mais importantes no decorrer do dia, quando se estabelece laços pessoais e/ou profissionais dando-os importância, quando os horários diários não são sobrecarregados de tarefas, quando o profissional preocupa-se com sua saúde e quando em momentos de descontração assuntos relacionados ao trabalho não são mencionados.

O tratamento para a doença é variável, pois podem ser iniciados a partir de fitoterápicos, fármacos, intervenções psicossociais, afastamento profissional e readaptações. É importante ressaltar que a Síndrome de Burnout é diferente da depressão, pois a síndrome está diretamente ligada com situações ligadas ao trabalho, enquanto a depressão está ligada a situações pessoais relacionadas com a vida da pessoa.

Sindromo de Reye


A Síndrome de Reye é uma doença que afeta principalmente crianças, embora possa ocorrer em qualquer idade. Ela afeta todos os órgãos do corpo, mas é mais prejudicial ao cérebro e ao fígado, causando um aumento agudo de pressão dentro do cérebro e, freqüentemente, acúmulos volumosos de gordura nos demais órgãos. A Síndrome de Reye é definida como uma enfermidade de duas fases porque geralmente ocorre junto com uma infecção viral prévia, como gripe ou catapora. A desordem acontece normalmente durante a recuperação de uma infecção viral, embora também possa se desenvolver alguns dias depois do início da doença. Os cientistas afirmam que a Síndrome de Reye não é contagiosa e sua causa é desconhecida. Em função disto, a doença é muitas vezes erradamente diagnosticada como encefalite, meningite, diabete, overdose de droga, envenenamento, síndrome de morte infantil súbita ou doença mental.
"Os sinais e sintomas da Síndrome de Reye quase sempre começam abruptamente, normalmente 5 a 7 dias depois da enfermidade viral começar", explica Dr. Adriano Reis do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. "A criança se sente nauseada, vomita constantemente e ocorrem mudanças nas funções mentais, tais como letargia, indiferença, ou confusão. Eventualmente a criança entra em delírio e começa a respirar rapidamente", salienta o médico. De acordo com o especialista, como os progressos da síndrome são rápidos, o respirar pode repentinamente ficar lento, a criança entrar em coma, e vir a morrer. Os sintomas aparecem em geral quando o paciente deveria estar se recuperando da infecção. No caso de ocorrerem os seguintes sintomas, estes devem ser considerados seriamente como sendo os primeiros possíveis sinais da Síndrome de Reye:

- Vômitos persistentes e contínuos

- Languidez - perda de animo e energia, sonolência

- Troca de personalidade (como irritabilidade e belicosidade)

- Desorientação (incapaz de identificar os membros da família)

- Delírio e convulsões

No entanto, os sintomas da síndrome em crianças não seguem um padrão típico. Vômitos, por exemplo, nem sempre acontecem.

sábado, 19 de setembro de 2009

Extra! Extra! Homem grávido da entrada no hospital


Falo de um homem, aqueles do sexo masculino, malacabados, que perambulam por ai. Tem um deles internado no hospital com hormônio da gravidez, HCG elevado. Como assim, gravidez?

Mas vocês não acreditam que possa ter um homem “grávido”? Com o mesmo hormônio, o beta HCG, encontrado em mulheres grávidas, elevado? Pode ter sim, e fizemos o exame de um ontem no laboratório! Puxem a cadeira, sente-se, que vou contar o ocorrido.

Dr. Roberto ligou para o laboratório perguntando se estávamos tendo Kit (Reagentes químicos) para fazer o beta HCG quantitativo, a secretária respondeu que no momento não estávamos realizando o exame quantitativo, somente o qualitativo. Ele, então, diz que vai pedir o teste de gravidez normal, o qualitativo que informa somente se é positivo ou negativo, de um senhor de 71 anos que dera entrada naquele momento no pronto socorro.

O sangue do paciente foi coletado e fomos fazer o exame, enquanto isso transferiram o paciente para o internamento da ala “A”.

Terminado, o exame foi digitado e a secretária se encarregou de levar o resultado do paciente até o internamento. Entregou à técnica de enfermagem. Ao sair à secretária ouve: Moça, moça, este resultado é de um homem, e isso é um teste de gravidez. Fez chacota: Ele nem tem barriga ainda, e deu positivo, está errado! A secretária pede para que ela ligue no laboratório e fale com o bioquímico, e sai.

No laboratório o telefone toca em poucos minutos. Era a técnica de enfermagem, com um ar sarcástico dizendo: Doutor tem aqui um resultado do paciente do 12-A, um senhor, com teste de gravidez positivo, como pode isso? – Explico moça:

Provavelmente vocês receberam o paciente neste momento e ainda não tiveram tempo para ler seu prontuário, lá vai constar que ele está com suspeita de câncer de testículo, sendo assim o médico do pronto socorro pediu um exame de alfafetoproteína e Beta-HCG no sangue, marcadores tumorais, neste caso do senhor do 12-A o beta-HCG positivo é parte do diagnóstico de câncer de testículo, que o Dr. Roberto está pesquisando.

Com ar de tristeza a moça pede desculpa, agradece e desliga.

Então, beta-HCG pode ser feito, e pode dar “positivo” em homens, não tendo relação nenhuma com gravidez, é claro.

Se a história não fosse trágica seria no mínimo cômico, pelo menos o problema do senhor do 12-A está diagnosticado e já foi instituído terapia medicamentosa e avaliação para cirurgia, ainda esta semana. Câncer de testículos foi um artigo recente e o caso deste senhor de 71 anos, não é freqüente, este tipo de câncer é encontrado mais em homens jovens entre 20 e 40 anos.

http://www.plugbr.net/extra-extra-homem-gravido-da-entrada-no-hospital/

Um teclado ideal para hospitais, clínicas e laboratórios


Estudos já comprovaram que teclados de computadores por serem manuseados freqüentemente por várias pessoas acabam sendo fontes de armazenamento e transmissão de bactérias, e se o local onde este teclado se encontra for um hospital ou outro ambiente da área da saúde poderá representar risco de infecção aos pacientes ali atendidos.

O contato com o teclado e posterior manuseio de pacientes, equipamentos ou materiais envolvidos no cuidado com o doente, pela equipe de saúde, certamente trará risco de infecção hospitalar, e uma das bactérias encontradas nos teclados é a Staphylococcus aureus, causadora de numerosas mortes por infecção adquiridas no próprio hospital.

A empresa BHS – Brasil Health Service possui uma solução para este caso, o teclado de silicone – “dust free“, ele é maleável, fácil de ser higienizado pelos produtos de limpeza de uso hospitalar.

A CCIH – comissão de controle de infecção hospitalar, agradece e os pacientes principalmente.

Clínicas, hospitais, laboratórios, consultórios dentários, e outros estabelecimentos de saúde podem solicitar este teclado médico de silicone para manterem seus locais de trabalho com menos risco de infecção.

Toda novidade tecnológica que traga benefícios ao paciente é digna de nota.

http://www.plugbr.net/um-teclado-ideal-para-hospitais-clinicas-e-laboratorios/